Essa é uma história bacana para animar o domingo. Durante 30 anos, Arthur Minassian dedicou-se à sua produtora musical, a Play it Again.

O sítio Riacho Doce, em Joanópolis, cidadezinha de 12 mil habitantes a 150 quilômetros de São Paulo, era um refúgio para os fins de semana. No entanto, Tula, como os amigos o conhecem, se aborrecia ao ver frutas apodrecendo no terreno: “chegava e encontrava ameixa, goiaba, caqui, tudo caído no chão, só os passarinhos aproveitavam, era um desperdício”.

Em 2016, os negócios deram um solavanco e ele recebeu a recomendação de vender o sítio. “Decidi que ia fazer aquilo se pagar”, lembra.

Primeiro vieram as pimentas, que adora. Plantou diversas variedades e passou a fazer conservas para os amigos. Em seguida, foram os temperos e, quando se deu conta, entregava semanalmente cestas de produtos para uma lista crescente de clientes.

A produção se ampliou com verduras e legumes e Tula se associou aos produtores orgânicos da região. Os filhos, André e Pedro, de 27 e 25 anos, já tinham começado a tocar a empresa e o pai foi para os bastidores, no papel de mentor: “passava três ou quatro dias no sítio e, nos outros, funcionava como uma espécie de coach dos garotos, tanto que eles me apelidaram de mestre Yoda”, diverte-se.

Na verdade, Tula andava meio cansado do dia a dia dos negócios. “Alguns fundamentos sobre os quais eu construí a empresa não eram mais valorizados pelas agências como, por exemplo, a utilização de músicos, cantores e maestros nas produções. Nas reuniões, me sentia no meio de um choque de gerações. Preconceito por que eu era mais velho? Talvez sim, não quis pagar para ver”, conta.

Em janeiro, abriu um pequeno empório em Joanópolis. Atualmente tem cinco funcionários e atende a seis restaurantes em São Paulo. A pandemia do novo coronavírus acabou dando um impulso aos negócios: está entregando o dobro de cestas de produtos orgânicos e artesanais e os restaurantes mantiveram os pedidos, porque estão trabalhando com delivery e, através de doações, fornecem quentinhas a pessoas em situação de vulnerabilidade social. Na média, são cerca de 300 quilos de produtos por semana.

Aos 58 anos, afirma que sua vida mudou completamente: “o convívio com a natureza me fez passar a respeitar o tempo das coisas. Tenho que esperar 45 dias para colher a abobrinha, não adianta eu querer pressionar para que ela cresça mais rápido, simples assim”. Acorda às seis, toma um suco detox com o que colhe na horta e aproveita para dar uma receita: “bata no liquidificador maracujá, cúrcuma, gengibre, couve, laranja, maçã e manga com um toque final de alecrim. É ótimo para reforçar a imunidade”.

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